Desapego ou Equilibrio Emocional? Qual prefere

A maioria dos humanos possuem esta vontade incontrolável de apego – seja por pessoas, coisas materiais, ideias e tantas outras coisas que nos aprisionam. O apego não é mais do que isso, uma prisão de nós mesmos que permitimos vezes sem conta. Era mais fácil se nós Humanos conseguíssemos estar sempre preparados para eventuais mudanças- de carro, de casa, de emprego, rompimento de relacionamentos ou mesmo preparados para a morte de entes queridos. Sabemos que todas as mudanças quando inesperadas provocam imenso sofrimento até ficar estável, que por vezes nunca chega a acontecer e nos leva a um poço sem fundo.
Então como trabalhar o desapego? Está comprovado cientificamente por vários médicos e físicos que a maneira de como usamos a mente e o poder do pensamento tem um papel importantíssimo na nossa realidade. A compreensão de como funciona a mente e a transformação de sentimentos negativos em positivos ajuda imenso a realizar o desapego. Existem inúmeros livros que podem ajudar, vários intitulados como livros da nova era – Augusto Cury, Eckart Tolle, Osho, Deepack Chopra entre tantos outros, basta ir a uma livraria na parte de espiritualidade.
Pensamentos negativos e apegos excessivos afectam a nossa saúde a todos os níveis – físico, mental e espiritual. Basta ver o que acontece quando tentamos nos afastar de alguma situação que nos incomoda, os ataques de pânico começam, ansiedades, deixamos de conseguir raciocinar e acabamos por entrar em depressão por vezes só voltando a normalidade quando voltamos á situação inicial – Isso é uma prisão e nós somos espíritos livres.
Sendo assim o segredo está em transformar esses sentimentos (raiva, orgulho, apego, indiferença, etc) em sabedoria e treinar a nossa mente. Não é de todo fácil, são muitos anos na mesma consciência e não se altera de uma hora para outra, mas é possível. Outras formas de ajudar a reverter estes apegos são terapias alternativas que conseguem trabalhar a energia da pessoa bem como mudança de pensamentos padrão, tal como Terapia Multidimensional, Leitura de Aura, Reiki, Cura Quântica Estelar e muitas outras.
Visto que pessoas com demasiado apego emocional tendem a ter demasiadas dificuldades a novas adaptações e mudanças, isto é uma processo longo podendo começar com meditação e auto-conhecimento através da espiritualidade.
Nós precisamos ter controlo na nossa mente para praticar o desapego. Existem alguns exercícios mentais descritos em livros que podem ajudar :
-Aceitar os pensamentos e sentimentos tal qual como eles são, sem julgamentos e sabendo que os consegue controlar
-Não deixar de sentir que alguns sentimentos se manifestem no seu corpo, nem evitar que certos pensamentos surjam
-Sempre que aparece um pensamento que nos deixa mais angustiado, devemos deixa-lo passar e não julga-lo e acrescentar-lhe culpas. É apenas uma pensamento, só toma uma dimensão maior se lha dermos
-Lembre-se que são apenas pensamentos. Tal como pessoas que nos cruzamos diariamente na rua podemos conhece-las ou não, assim são os pensamentos surgem e desaparecem. Nós não somos esse pensamentos.

Estes exercícios não iram eliminar totalmente esse sentimento de apego mas é um inicio de abertura de consciência. Irá aperceber-se que consegue filtrar os sentimentos e pensamentos que lhe provocam dor até estar pronta a fazer o tal desapego de situação ou pessoa. Aprenderá também com estes exercícios a deixar de usar grande parte da sua energia contra si mesmo, deixando assim fluir a vida conseguindo assim ligar-se mais a pessoas que lhe fazem sentido, ver o mundo de outra maneira aprendendo a envolver-se nele e aprender a ser você mesmo depois dessa dolorosa experiência que é o desapego.
Agora a decisão é sua. Se quer realmente fazer essa mudança e ser livre.
As pessoas desapegadas são tranquilas, estão sempre em harmonia com elas e com o mundo e sabem que se perderem algo não vai mudar a essência delas.
Mestre Osho disse que a nossa grande missão é encher o planeta de amor. Visto essa ser a grande missão do ser Humano – a de aprender a amar e o que é o amor- o apego destrói totalmente qualquer amor. Basta olhar para diversos relacionamentos em que há uma sensação de posse não deixando a nenhum dos dois espaço para serem eles próprios tendo que fazer ás escondidas. Ao considerarmos qualquer relacionamento como dado adquirido estamos a não deixar espaço para fluir ideias e opiniões, deixando arrastar sentimentos de ciume e ódio.
Estar numa relação é saber compartilhar momentos e estarmos abertos á outra pessoa sem pensar que se a controla é sua. Qualquer relacionamento pode dar certo sem apegos, basta sentir o que realmente a faz estar com essa pessoa e se faz sentido para si.
É um processo longo mas é possível. Sente o quanto és livre.índice

Espiritualidade – O Começo da caminhada!

Quem está neste caminho sabe bem do que vou escrever. Não existe formula ou técnicas para quem sente o chamamento para o caminho da espiritualidade a não ser seguir o coração. Não existe os cursos certos a tirar ou os livros certos a ler. Não existe a religião certa a seguir ou o Guru certo a imitar.
Muitos começam a sentir desde pequenos com visões, audições e por vezes a darem consigo a “adivinharem”(chamada de intuição). Outros sentem mais tarde ou porque simplesmente era o seu caminho começarem mais tarde e aprenderem outras lições ou porque não prestaram a devida atenção. De Qualquer maneira todos somos chamados em um dado momento da nossa vida para a espiritualidade, ou seja, a nos conhecermos como ser Humano e a seguirmos o nosso coração.
A maioria não aceita esses “dons” porque ninguém lhes ensinou a lidar com isso. Bruxaria, assim é chamado a maior parte do tempo. E os pais, que deveriam ter um papel importantíssimo no começo desta nova alma e saberem encaminhar, não conseguem fazê-lo porque simplesmente não percebem ou porque preferem não perceber. Apelidando a maioria das crianças de hiperactivos e rebeldes e com alguma bruxaria á mistura.
Assim foi o meu caminho desde pequena com audições que nunca pude partilhar com ninguém porque a família não sabia lidar com isso, chamando de bruxaria. Bloquei assim desde muito nova a minha espiritualidade.
Na adolescência voltava a manifestar-se com a vontade enorme de conhecer o Tarot e cristais fazendo colecções infinitas. Dava comigo a brincar com amigos a adivinhar pensamentos e situações, a minha intuição estava bem definida. Mais uma vez apelidada de Bruxa pela família e amizades voltei a bloquear.
A vida deu-me tudo o que eu queria a partir dessa altura. Bom emprego, casa própria, vida amorosa estável, carro próprio, viajava imenso e divertia-me ainda mais. Não precisava da espiritualidade, aquele era o meu caminho (pensava eu). Aos 26 a vida colocava-me no caminho pessoas que falavam de Centros espíritas. Mais uma vez aquilo vez fazia ressonância no meu coração. Durou um ano e passou porque achei que não precisava de nada daquilo – perda de tempo. Aos 28 a vida tentou novamente voltando a colocar pessoas que me chamassem, resultou mais um ano e deixei.
Aos 30 a minha espiritualidade não podia esperar mais e deu-se o rombo. A minha vida desmoronou. Vi-me obrigada a mudar de cidade para 100 km de distância, longe da família e sem conhecer ninguém, da cidade para o campo. A minha vida financeira foi do 100 para o 0 literalmente, passei fome, andei á boleia e partilhei casa. Entrei em depressão. Não podia estar pior.
Mais uma vez a vida colocou as pessoas certas no meu caminho a falar de Anjos e Reiki. Desta vez eu tentei. Não tinha nada a perder. No meio de tanta desgraça, fui mais feliz do que com todos os anos em que tinha tudo (material). No meio de tanta desgraça tirei os cursos que hoje me mantém neste caminho: Reiki, Tarot, Leitura de Aura, Terapia Multidimensional, Conexão AVA. Foi um caminho solitário no próprio sentido da palavra. A espiritualidade exigia de mim muito tempo comigo própria para me conhecer não deixando espaço para que me distraísse com outras coisas. As amizades que fiz foram deixando de fazer sentido conforme abria a minha consciência, afastando-me de todas. Relacionamentos amorosos não existia porque ninguém aguentava tanta mudança de consciência mensal ou diária por vezes. Mas posso dizer que valeu bem a pena.
Se eu tivesse seguido o meu coração desde inicio teria sido bem mais fácil.
A maioria dos inícios de caminho são assim dolorosos, alguns bem piores com mortes e doenças drásticas. O meu é apenas mais um entre tantos, mas que não pude fugir dele.
O nosso caminho na Terra é aprender a Amar qualquer espécie sem julgamentos e para isso não precisamos sofrer. Sempre que sentimos o chamamento devemos segui-lo sem sofrimento, caso contrario não será por Amor será por Dor.
Muitos são colocados em empregos que não gostam, relacionamentos dolorosos e ate mesmo ambientes familiares que exigem uma perseverança de personalidade. Tudo isto para que aprendam a seguir o próprio coração e ainda com isto perdoar e não levar magoas. É realmente desafiante mas com o propósito de nos conhecermos e sermos realmente felizes em pleno. Nada no Universo é deixado ao acaso e temos guardado o que nos pertence e aquilo que decidimos ter aquando encarnamos, tudo não passa de contratos feitos no plano astral. Então para quê insistir em situações que nos magoam? Seremos Masoquistas ou simplesmente andamos a brincar de viver? O Pior é que o tempo passa e perdemos as oportunidades de conhecer a tal pessoa, de entrar no tal emprego, de fazer aquela viagem que modificaria a nossa vida porque simplesmente preferimos estar com uma pessoa que é completamente diferente de nós e não nos faz feliz; preferimos estar num emprego que não nos diz nada mas é o nosso ganha pão e então é se infeliz até nos despedirem; não sermos nós próprios porque ninguém iria aceitar (pensamos nós porque nunca tentamos).
Estamos cá para sermos felizes e seguirmos o nosso coração. Se formos “chamados” para espiritualidade há que aceitá-la por Amor porque senão será por Dor. É o nosso caminho Conhecer-nos e Amarmos.

By Célia De Jesus

A Espiritualidade nos nossos dias

Cada vez mais, o ser humano se vem deparando com a necessidade de se abrir, de buscar novos paradigmas de pensamento que o elevem, dignifiquem à sua verdadeira condição de ser divino…